Considerando que já é metade do
mês, e como todo Dezembro as pessoas saem de férias por um pequeno período que
envolve Natal e Ano Novo, também ocorre uma baixa nas notícias mais relevantes
do meio cinematográfico – ou sou eu que sou chata mesmo ao selecionar a pauta
para escrever o post. De qualquer forma, antes de falar sobre o tema que eu
escolhi, vou fazer um breve merchan para aqueles que são fãs (como eu) da
franquia do bruxinho mais querido de todos os tempos: Harry Potter! Acontece
que a empresa Kymera lançou a “Magic Wand”, uma varinha que serve como controle
remoto, porém ao estilo bruxo da coisa, ou seja, com comandos de voz e gestos!
Nada de botões ou da cara do Harry estampada no controle, não. Eu até achei que
ia ter um Accio para que a varinha
viesse até você, mas infelizmente os trouxas ainda não conseguiram reproduzir
esse tipo de magia... Anyway, para aqueles que quiserem comprar, já está à
venda nos Estados Unidos pela bagatela de US$90 dólares – bagatela porque eu
achei que ia sair mais caro – eu apenas não sei se eventualmente esse produto
vai chegar a terras brasileiras, até lá o negócio é importar mesmo. Agora, como
não da pra explicar em palavras o meu atual sonho de consumo, vejam a
explicação de como funciona esse aparelho no vídeo abaixo...
Agora vamos falar da pauta da
semana que é o filme The Secret Life of
Walter Mitty (A Vida Secreta de Walter Mitty). Sabe aquele filme do Ben
Stiller? Que quando você vê o trailer parece uma coisa meio surreal? Ou que
você não entende direito o que ta acontecendo? Ou qual a trama? Mas que o
pôster te chamou atenção e você resolveu que ia assistir ao filme só porque sim?
Então, esse é o meu caso. Só que é obvio que eu fui fazer uma pesquisa de campo
para entender porque lá fora estavam falando tanto desse filme.
Acontece que a história por
detrás dessa produção é nada mais nada menos do que saída de um conto! Escrito
pelo jornalista e cartunista americano James Thurber ele foi publicado
primeiramente na revista The New Yorker
na edição de 18 de Março de 1939, como vocês podem ver logo abaixo...
Logo depois Sr.Thurber resolveu
publicá-lo novamente, com outros contos, em seu livro de 1942 chamado My World and Welcome to It...
E o que é mais relevante nisso
tudo é o fato dele já ter sido adaptado para o cinema! Temos então mais um
remake para acrescentar na lista desse ano. A primeira versão do filme é de
1947, e apesar do conto ter sido muito bem recebido pelo público na época, ele
demorou para ser regravado. Algo que também ocorreu com outros clássicos tipo The Great Gatsby que só saiu esse ano, e
amantes da literatura clássica como eu ficam choramingando pelos cantos no
aguardo de mais remakes, mas enfim... Resolvi pegar o pôster antigo e o novo
para vocês verem a diferença, que é muito grande. Nessas horas eu com certeza
acho que histórias como a do Walter Mitty, que tem uma imaginação muito fértil
e bem engraçada, são bem mais valorizadas ao serem produzidas atualmente devido
aos recursos tecnológicos que possuímos. Já que em 1947 fazer qualquer cena
surreal era um pouco mais complicado do que é agora, mas se o filme não tivesse
sido exibido anos atrás, não seria considerado um clássico hoje em dia. Complicado,
não é?
Depois de todo meu discurso e
explicação do background do filme, que estreia esta sexta-feira 20/12 nos
cinemas ou pelo menos no Cinemark de São Paulo, vou falar de um fato curioso
disso tudo. Graças à contribuição de James Thurber à comunidade literária
americana, no ano de 1997 (esse fato é recente até) foi criado o Thurber Prize for American Humor,
acontece que o prêmio deste ano foi para Dan Zevin, autor do livro que lhe
rendeu o prêmio Dan Gets a Minivan: Life
at the Intersection of Dude and Dad, teve seu trabalho considerado pela Happy
Madison Productions, nada mais nada menos que a produtora fundada por Adam
Sandler – outro ator do ramo das comédias americanas como nosso querido
Stiller! Quanta informação não é?! Enfim, vou deixar vocês processando todo o
post enquanto compro minha entrada pra assistir as peripécias imaginárias do
Sr. Walter Mitty. Até a próxima!
Laly Gandara
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