Aparentemente, Peter Jackson encontrou a fórmula para o filme épico
perfeito. Claro que o roteiro ajuda, afinal O Hobbit é um livro
clássico, afinal, a primeira frase escrita por Tolkien ("In a hole in
the ground there lived a Hobbit"; "Em um buraco no chão vivia um Hobbit"
na tradução) é desse livro, e deu origem a toda a terra média.
Mas,
como eu disse na semana passada, não gosto de falar de "adaptação"
quando falo de um filme, então, deixando o livro de lado, "O Hobbit - A
Desolação de Smaug" beira a perfeição. Efeitos impecáveis, atuações que
te convencem e te emocionam e uma história que literalmente tira o
fôlego! Uma continuação a altura de "Uma Jornada Inesperada", trás
piadas inteligentes e referências menos forçadas Trilogia Senhor dos
Anéis.
Fico até meio sem saber o que dizer...
Eu sou do tipo de pessoa pessimista que procura falhas em filmes que
parecem ser excelentes (ao mesmo tempo que procuro coisas boas e
positivas em filmes que provavelmente são ruins), e por mais que eu
procurasse, a única coisa que ví que me deixou de sombrancelha arqueada
foi um Legolas (Orlando Bloom) com uma aparência ligeiramente mais
madura e bem menos delicada do que o personagem retratado nos filmes
anteriores, mas nem isso eu pude ver como realmente uma "falha".
Resumidamente: o filme esteticamente perfeito! Pra quem gosta de guerras
épocas e personagens fantásticos, dragões soltando foto e diálogos
inteligentes e divertidos, é um prato cheio.
Lembro-me que,
nos primeiros anúncios de que "O Hobbit" seria feito em três partes,
muitos dos fanáticos pela terra média ficaram apreensivos de que talvez
ficasse tedioso, ou que acrescentassem elementos demais afora o que já
existia na história, o que digo é que: até o momento, essa "Trilogia
Hobbit" não me decepcionou! O segundo filme é tão bom (ou me atreveria a
dizer MELHOR) que o primeiro, e com um gostinho de "ué, já acabou?" que
eu só lembro de ter na primeira vez que assistí A Sociedade do Anel no
cinema, a 11 anos atrás, com meus 11 aninhos de idade.
P.S.:
Como recomendação pessoal, quem estiver em São Paulo e puder assistir
em 4D, assista. O clima, as cadeiras vibrando nas batalhas, cutucadas
nas costas, sensação de algo passando pelas suas pernas, tudo isso fez
uma diferença enorme pra mim! Me senti literalmente parte da história.
Ouví falar muito sobre essa sala e procurei uma oportunidade para
conhecê-la, e não podia ter sido melhor, esperei o filme certo, e tudo
que a sala pode te oferecer me impressionou. Imperdível.
Artur Trindade
...
Lá e de volta outra
vez. Apesar deste ser o nome do último filme da trilogia O Hobbit, Peter
Jackson proporcionou a sensação de que, mais uma vez, estava de volta aquele
universo, aquela Terra Média. O Hobbit – A Desolação de Smaug vem como uma
sequência direta do primeiro filme, na verdade surge como uma nova fase da
parte inicial. Com muito mais ação e sem tempo para apresentações de
personagens, esse segundo Hobbit aparece como um pré-clímax da trilogia toda,
mesmo com a promessa de que a maior batalha da história do cinema irá acontecer
no último filme.
É visível uma evolução
de um filme para outro. Se no primeiro temos descontração (com piadinhas e
humor), agora temos seriedade (ao tratar de temas tensos). Ao mostrar o
conflito de cada personagem, como Bilbo sendo levado pelo anel, Thorin querendo
o seu trono de volta e até Smaug a atmosfera se torna sombria (isso pode ser
notado até na iluminação usada no filme, com mais cores acinzentadas). Em
contrapartida temos cenas de ação de tirar o fôlego. Posso dizer que a
tecnologia HFR (High Frame Rate), que permite que o filme seja feito em 48
quadros por segundo (quando o normal é de 24 quadros), permitiu que essas cenas
se tornassem muito mais vívidas (como a cena em que as três tribos se
confrontam perto do lago, é sensacional).
Peter Jackson cria um
roteiro sempre muito explicativo, fazendo referências a saga Senhor dos Anéis e
juntando pedaços para que os fãs entendam como tudo começou. Os personagens se
encarregam de mostrar essas junções para as pessoas, por exemplo, quando
Gandalf vai atrás de respostas e descobre que Sauron acordou (Ali você tem
aquele click de ‘ah, foi assim que começou’). É um filme sem muitas
expectativas do que vem a seguir ou do que pode acontecer a qualquer momento.
Todos já sabemos o que acontece, como acontece. Só não tínhamos visto isso,
ainda, em uma tela grande e com efeitos que podem concorrer ao Oscar (e que
terá concorrência forte com o filme Gravidade). Outra coisa interessante, e que
se nota logo no começo do filme, são os ‘múltiplos protagonistas’. Bilbo é o
personagem principal até certo ponto, logo depois é Thorin, ao mesmo tempo
temos Legolas e os Elfos, e assim segue o filme. É como se Jackson contasse
várias pequenas histórias que juntas se tornam apenas uma.
Um filme visualmente
maravilhoso. Com efeitos que você já sabia que iam existir e que te levam, mais
uma vez, para aquela terra, para a vida daqueles personagens. Uma sensação
muito boa, diga-se de passagem! E então quando o filme acaba na parte mais
emocionante você pensa: “Puta que pariu! Vou ter que esperar até ano que vem
pra ver isso!” e deve mesmo, porque as promessas para essa última parte são
grandes. Assim como vocês, eu também estou esperando por ela ansiosamente.
Luara Oliveira
...
Peter não deixa a desejar na saga de O Hobbit, como
padrão para senhor dos anéis o filme tem 2horas e 40 de duração
entretanto o tempo voa e deixa o espectador preso a cada instante.
A narrativa inicia com um flashback que mostra o primeiro encontro de
Gandalf e Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage) no Pônei
Saltitante (em uma referência evidente de A Sociedade do Anel) e depois
mostra 12 meses após o dialogo onde Bilbo (Martin Freeman), Galdalf e os
13 anões fugindo de Azog (Manu Bennett) fugindo dos orcs assim como
terminou o 1 filme.
Um tempo da narrativa se da pelas aventuras na floresta das trevas onde a
turma enfrenta aranhas e os elfos, nesse momento bilbo o portdor do
anel usufrui de suas vantagens desconhecidas virando o herói em diversos
casos e ao mesmo tempo já demonstrando a capacidade do anel.
Acréscimos no filme como a aparição de Legolas( orlando bloom) e seu
interesse amoroso com Tauriel a comandante da guarda de seu reino,
vivida por Evangeline Lilly (Lost) e o anão Kili (Aidan Turner) que
demonstr sentimentos pela mesma, cria um romance no filme de ação
interessante e comovente.
Criticas caíram sobre algumas cenas como o flashback, o personagem
Beorn (Mikael Persbrandt), um homem que se transforma em urso,
entretanto as pessoas esqueceram que Peter além de adaptar as obras de
forma excepcional não deixa a desejar com acréscimos.
O encontro de Bilbo com Smug fora excepcional,o dialogo as controvérsias
com personagens a forte evidencia da duvida moral de Thorin e os outros
que por ele estão lutando, demonstra a capacidade do filme além de
trabalhar com aventuras, explicações mostra o aprofundamento psicilogico
com as personagens.
O final do filme foi previsível, acabar em um clímax para dar o gosto da
ansiedade do ultimo filme da trilogia de O Hobbit.
O exemplo da união de efeitos, historia, personagem foi a cena do
encontro de Gandalf com Sauron uma das melhores cenas do filme inteiro
chegando a arrepiar.
Em resumo, o filme está ótimo, está a cara de Peter faz jus ao livro,
prende o especatador, e ainda retoma Senhor dos Aneis em diversas cenas
como a do bar, frases, o uso de Athelas e a flecha venenosa, citções de
personagens futuros.
Fernanda Maia

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